segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Cabelos

Que a mulherada adora se cuidar isso já é de conhecimento público. Cuidar do cabelo então, nem se fala, mas a motivação é compreensível. É justamente com as madeixas que qualquer mudança no visual se torna mais efetiva: mudar a cor ou o corte faz uma diferença imensa, especialmente quando essa mudança é pensada e planejada com cuidado, levando em consideração a cor da pele, o formato do rosto e o tipo físico.
E claro, como a moda não para, logo já estamos às voltas com as tendências que prometem fazer a cabeça em 2012 – literalmente. As primeiras apostas já começaram a aparecer. Quer conferir?

Cortes e comprimentos:

Os compridões e retos parecem não ser a opção mais interessante em termos de moda, ficando reservados talvez a quem tenha tais alternativas como gosto pessoal. 2012 aparenta ser o ano dos cortes em tamanho médio ou curto, especialmente do famoso e clássico channel.



O repicado também estará em alta assim como os cortes assimétricos e despontados, com aquele jeito meio bagunçado e moderno, típico do rock’n roll. Aliás, quem gosta de um jeito mais natural também sai ganhando com essa moda: é que os cachos e ondas também estão despontando para os holofotes e lutando contra o domínio da chapinha e do secador. Nesse caso, pode ser uma boa pedida diminuir a dose de tratamento químico dos fios e investir em cuidados para que eles se fortaleçam.
Cores e tons:

Essa é uma questão tão delicada quanto o corte. Afinal, se no caso dé uma falha na hora de cortar o cabelo podemos dizer que ele cresce de novo, no caso da tintura qualquer erro acaba obrigando ao uso de mais química. Também é altamente recomendado que a mudança seja feita no cabelereiro, que avaliará as condições dos fios assim como verificará o que será necessário para a cor ficar como a desejada.
Para quem está interessada em saber quais serão as cores de 2012, fique atenta:




Ah, e outra coisa: lembre-se que moda é aquilo que te valoriza, então não se sinta constrangida em adotar algo que não faça o seu estilo.

terça-feira, 8 de março de 2011

Doi Saber que alguém pode te abraçar,enquanto eu não posso nem ao menos te ver.
É assim o nosso ciclo. Eu te preciso. Perto, longe, tanto faz. Preciso saber que tu está bem, se respira, se comeu ou tomou banho - com o calor que está fazendo neste verão, tome pelo menos uns três ao dia, e pense em mim, estou com calor também.
Caio F.
                        Chame do que quiser: vício, mania, loucura, obsessão, um erro. Eu chamo de amor.
O problema é que não sei fazer as coisas pela metade, ou é ou não é. Pode me chamar de chata, melosa, grudenta. Pode enjoar de mim, feito doce que perdeu o ponto e fica com o gosto impregnado na língua. Já me acostumei, todos enjoam. Eu tinha parado, tinha progredido, nem de telefone eu gostava mais. Aliás, não gostava de nada que mantivesse contato, carinho. Fria. É assim que me chamam, acabei acreditando. Mas ninguém vê o fogo alto que se esconde aqui, aceso, bonito, mas fechado dentro de um forno, que só quem põe o rosto perto consegue enxergar.
Tenho me encontrado tão perdida, ultimamente, cada vez mais. É uma sensação estranha, mistura medo com decepção, com uma vontade de nada, talvez de fugir. Assim, correr, pra bem longe. Para um lugar só meu, só pra mim. Preciso disso, sabe, quero ter todo o meu tempo dedicado à mim, e talvez, sozinha, eu até consiga. Preciso me importar mais comigo. Preciso fazer o que me faz bem, ter ao meu lado quem eu tenho amor, me importar com que deve ser importante. Meu problema não é amor. Amor eu tenho, tenho sim. Mas o que vem de mim, esse, esse talvez seja uma das raízes de tudo isso. Tenho muito amor em mim, e não penso duas vezes antes de amar alguém. Eu não tô falando só de um carinha, também não tô falando de vários carinhas. Eu falo de pessoas, entende? Talvez seja esse meu problema: amar demais, amar errado. E é tanto amor que eu direciono à eles, que não sobra nada pra mim. Eu pareço não me importar comigo. E é quase isso. Tanto, que eu quase não admito nem elogios. Eu não me amo o suficiente para enxergá-los. Eu não me amo o suficiente para escondê-los - eu nem os vejo para isso. Eu não me amo o suficiente nem para, ao menos, aceitá-los. Mas eu vou me amar. Então, quando eu aprender a me amar, eu talvez aprenda a amar as pessoas. Vou aprender sim. E aí, naquele lugar só meu, só pra mim, vai ter espaço pra mais alguém. E eu também não tô falando só de um carinha, também não tô falando de vários carinhas. Eu falo de pessoas, entende? E, no meio de tudo isso, eu vou entender o quão idiota é esse meu medo de pessoas, só por serem pessoas, e pela possibilidade de tudo dar errado, por esse meu amar-errado.
Não me disseram que seria assim, que me apertaria tanto o peito. A saudade machuca, e ando sabendo bem disso. Tuas lembranças estão impregnadas em mim, por onde meu corpo passa, por onde meu coração conhece, por onde minha cabeça está. Respiro nossas conversas bobas no elevador. Seu sorriso de quem brinca ser superior, me vira a cabeça, ainda que eu não mais o veja. Seu jeito sincero de falar de mim, me enlouquece. Você me conhece bem, e é tão sincero quanto à isso. Você não me esconde conhecer-me inteira. E seu jeito por saber que sempre sabe de tudo, ainda me arranca uns suspiros bobos, como de quem se pergunta como alguém pode ser assim. Seu jeito de zombar de mim com coisas bobas, me deixa boba. É uma saudade que aperta, machuca, comprime o estômago, e que me faz sonhar. Suas qualidades anulam seus alguns defeitos, ainda que até seus defeitos me soem bem. É tudo tão claro, tão vivo. E a gente às vezes ainda se esbarra, ainda que não fisicamente, mas a gente se esbarra. Você me fala da idealização da sua vidinha, e eu te falo da minha vidinha idealizada. Eu tento falar de outras coisas, você também, e quando a gente vai ver, você me diz sobre saudade. Você finge não saber, e eu finjo não me importar. E ainda que em silêncio, ainda fazemos muito barulho. Sua foto antiga, com aquele sorriso mais lindo de todo o mundo, no cantinho esquerdo, me faz cada vez mais não saber o que dizer. Dou uma de louca, e sorrio para a sua foto, converso com ela e digo tudo o que precisava te dizer. Então te digito umas meia dúzia de palavras, de quem só consegue falar desse amor com uma foto. Você mal entende, e eu sempre deixo quase transparente que, se você quiser, eu ainda te espero pra sempre. E bastaria uma meia palavra, pra toda essa saudade ficar apenas num texto, pra você vir pro meu lado, pra gente rir de um textinho de uma saudadezinha que me matava, pra você me olhar e dizer que ela não mais vai existir, pra você ser meu e compreender que eu vou ser sua pra sempre.